Cada vez mais aposentados estão pedindo empréstimo consignado


Culpa da crise? Dados mostram que cada vez mais aposentados estão pedindo crédito consignado.

Quem vive no Brasil sabe que a situação financeira do país não está vivendo o seu melhor momento, e a consequência disso se reflete no número de idosos buscando crédito.

O volume financeiro de empréstimos consignados –aqueles cujas parcelas são descontadas da fonte– feitos por aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) aumentou aproximadamente 15,% entre junho de 2016 e o mesmo mês deste ano. No período, esse tipo de crédito subiu 3,1% entre servidores públicos e teve queda de 6,4% entre trabalhadores do setor privado (desemprego e maior risco de inadimplência).

Os dados são do Banco Central do Brasil.

Com taxas de juros bem menores que de outras modalidades de crédito, já que as garantias de recebimento são maiores, o empréstimo consignado costuma ser mais atraente para quem trabalha ou é beneficiário do INSS.

Segundo dados de junho, os juros anuais giram em no máximo 27,8% para o aposentado ou pensionista, 25,8% para servidores públicos e 41,8% para trabalhadores de empresas privadas.

Os juros anuais do cartão de crédito, de 322,6%, representam quase 12 vezes a taxa média do consignado, de 27,4%.

“Ainda que seja tentador, o crédito consignado não deixa de render dinheiro ao banco. E, como toda dívida, ela deve ser muito bem analisada”, adverte Marcela Kawauti, economista-chefe do SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito).

“Também é preciso se lembrar de que, ao pegar um empréstimo consignado, a pessoa compromete sua renda futura por meses ou anos.”

É importante saber como avaliar o momento certo para pegar um empréstimo consignado. Leiam também o artigo: Quando vale a pena pegar um empréstimo consignado e como pedir?

Deixe uma resposta