Empréstimo Consignado não autorizado pelo consumidor, o que fazer?


Fizeram um empréstimo consignado no seu nome e sem a sua autorização? Veja como reverter o caso e tirar proveito disso.

Empréstimo consignado não autorizado pelo consumidor é crime e ponto! Se por algum motivo o banco ou qualquer outra instituição financeira começar a descontar da sua folha de pagamento qualquer valor que não tenha sido devidamente contratado e autorizado por vocês, saiba você foi vítima de uma fraude.

Infelizmente quando o assunto é dinheiro sabemos que existem muitos “espertinhos” espalhados por aí com uma única intenção de enganar o próximo e tirar proveito disso. Mas quando o falamos de empréstimo consignado, pelos existem normas e leis que nos protegem caso ocorra qualquer fraude.

Primeiramente é preciso saber para se fazer um empréstimo consignado é recomendado procurar o banco diretamente, evite recorrer a intermediários, a não ser que estes sejam correspondentes bancários autorizados. Não passe informações como RG, CPF, número da conta bancária, endereço residencial e número do benefício do INSS para estranhos. Também evite deixar cópias de documentos em lojas ou financeiras. E principalmente não assine documentos sem ler!

As instituições financeiras têm o dever de garantir a total segurança das operações. Por isso, devem ressarcir o consumidor lesado. Na Justiça, ficam passíveis de responder por dano moral. Caso o cliente queira, pode mover processo criminal (que é o recomendado). Então se você por algum motivo teve um empréstimo consignado em seu nome e você não autorizou esse crédito, corra atrás dos seus direito o mais rápido possível. A causa é ganha!

O que fazer quando um empréstimo consignado sem a sua autorização for feito?

A prática de empréstimos não autorizados pelo consumidor, infelizmente, é comum, embora contrarie o Código de Defesa do Consumidor (CDC), que prevê o cancelamento imediato do desconto tão logo o cliente mostre que o contrato foi feito à sua revelia. A reparação dos danos materiais, com o valor corrigido, também deve ser executada prontamente. Mas, na prática, fraudador e instituição financeira se valem do excesso de burocracia para postergar a correção do erro.

Uma vez que tenha sido lesado, o órgão aconselha ao consumidor a entrar em contato com o INSS, pedindo o bloqueio da parcela na folha e com Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da empresa solicitando o cancelamento do empréstimo. Se não tiver êxito, ele deve entrar em contato com a ouvidoria da firma e acionar o Banco Central, os órgãos de defesa do consumidor e a Justiça. Outro conselho muito importante é registrar todas as reclamações junto a empresa por escrito. Contatos via e-mail são provas mais contundentes nesses casos. O ideal é que tudo que venha a ser conversado pelo telefone seja ratificado em texto.

O ressarcimento pelos danos morais e a abertura de processo criminal são outras duas possibilidades ao consumidor lesado que desejar acionar os meios legais. Procure o juizado mais próximo ou entre em contato com um advogado de sua confiança e faça valer os seus direitos como cidadão.

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Grande abraço a todos!

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