Limite de empréstimo consignado para aposentados é aumentado


Agora, aposentados e pensionistas poderão ter até nove contratos de empréstimo consignado.

O INSS, através do Conselho Nacional de Previdência (CNP), alterou hoje (23.10) a resolução que regulamenta a concessão de empréstimos consignados para aposentados e pensionistas. A mudança amplia de seis para nove o número máximo de contratos ativos para empréstimo pessoal com desconto em folha. Não foi alterada, porém, a chamada margem consignável. Com isso, o aposentado continua podendo comprometer até 35% da renda com o consignado, sendo 30% com o empréstimo comum e 5% com o cartão de crédito, modalidade criada em 2015.

Embora aumente as opções de crédito para o aposentado, a nova regra deve ser vista com cuidado, alertam especialistas. Antes de fazer qualquer contrato de empréstimo e assumir uma dívida, o consumidor deve sempre analisar se realmente precisa daquele dinheiro, pois esse aumento no limite de empréstimos pode se tornar uma armadilha.

— O aposentado tem a facilidade do consignado, porém, se não for tomado com cautela, esse tipo de empréstimo pode se tornar em um vilão, pois pode comprometer a renda. Isso acontece porque, como é descontado direto na folha de pagamento, é um dinheiro que o aposentado ou pensionista não pode contar para fechar as contas do mês — alerta a educadora financeira da DSOP Educação Financeira, Cíntia Senna.

Apesar de possuir juros menores — atualmente em 2,14%—, se compararmos com outras modalidades de empréstimo (cheque especial, cartão de crédito e empréstimo pessoal), o consignado também é uma operação de crédito e haverá cobrança de juros. Especialistas alertam que sempre é preciso fazer uma avaliação do quanto a tomada de crédito vai comprometer o orçamento.

De acordo com os dados mais atualizados da Access, empresa de gestão documental, os contratos de consignado praticamente dobraram seu volume em 2017. Em cinco instituições financeiras pesquisadas, foram formalizados 1.156.203 contratos de crédito consignado no primeiro semestre deste ano. No ano passado, o número havia ficado em 607.84. Segundo a Access, o volume ficou 20% acima do previsto pelos próprios bancos, que esperavam 962.000 contratos.

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